A dor mudou minha vida
- Marcos Bortolato
- 19 de abr. de 2021
- 4 min de leitura
Atualizado: 3 de mai. de 2021
Olá pessoal, sou o Marcos Bortolato, Professor, casado com a Bruna, pai da Marina e do Guilherme. Atualmente dedico minha vida ajudando pessoas a aliviar sua dor e sofrimento. Já passei por isso também e essa é a razão que me fez chegar até aqui. Para te contar essa história preciso voltar uns anos e contextualizar. Vocês vão ver por aqui que o contexto da vida é um dos fatores mais importantes quando falamos de dor.
Vamos lá:
MUITO ESPORTE, POUCA DOR
Tive uma infância com bastante prática de esporte. Já na adolescência comecei a jogar tênis. Nesse esporte, passei a me dedicar como um profissional. Treinava 5, 6 horas por dia entre quadra e físico, competia no Brasil todo e levava tudo isso muito a sério. Logicamente que tive episódios de dor e lesão nessa fase, mas, nada grave ou que durasse muito tempo. Aos 19 anos parei de competir e fui cursar Educação Física. Continuei sendo muito ativo. Dava aulas de tênis por horas seguidas, corria regularmente e me deslocava de bicicleta para todos os lugares.
O EMPREENDEDOR MEGALOMANÍACO
Já no final da faculdade fui um dos fundadores de uma empresa chamada Solutio Saúde e Bem Estar, os mais curiosos podem dar um Google kkkkkkkk. Essa empresa em poucos anos, se tornou um grupo empresarial com atuação em vários segmentos, de academia a construção civil para vocês terem uma ideia. Eram vários negócios como a Academia Fit, AKDminha, Yourkout..... Fato é, minha vida mudou muito a partir disso. Virei um empresário megalomaníaco, famoso no meio do empreendedorismo e ganhei um bom dinheiro. Isso com 25 anos, imagina….. praticamente o sonho de toda mamãe e papai para seu filho. Mas,...... Como quase todo mundo nesse planeta caí na rotina de trabalho, estresse, pouco exercício e alimentação ruim. Os primeiros sinais de que as coisas só iam bem na embalagem de jovem empreendedor bem sucedido, apareceram sorrateiramente. Sabe aquela irritação por pouco? Insatisfação constante com as coisas? Sensação de falta de sentido? Um excesso de cobranças internas e externas? Todas essas sensações com as quais nos acostumamos a conviver e a normalizar. Se você está lendo esse texto é porque, assim como eu, sabe bem o que é isso, né? Convivi com esses sentimentos por um tempo sem me dar conta do problema. Até que..... joguei tudo pro alto na empresa.
A COLUNA DÁ O SINAL
Com a ideia de que iria descobrir novas oportunidades de negócios. Eu e Bruna fomos morar fora do país. Na época achávamos que o problema era o Brasil e todas as suas mazelas. Aquela velha história de terceirizar problemas. Eu estava completamente perdido e era incapaz de perceber isso. Coincidência ou não nesse período começo a sentir fortes dores na coluna junto com um desânimo profundo. E é aí, no momento em que estou na merda, que se inicia uma linda virada na minha vida. Hoje é fácil falar sobre isso. O curioso nessa passagem é que eu achava que podia lidar com a dor, mas, com o desânimo não. Era inimaginável para mim estabelecer relação entre os dois. Iniciei então análise com psicóloga, coisa que faço até hoje.
A DOR, O DESESPERO E O PROFESSOR
Nessa fase que começo a me investigar para tentar entender o que estava acontecendo. Descubro que seria pai da Marina. Pronto! Já tinha sentido voltar a viver. Como as coisas não são tão objetivas assim na vida, a tal dor na coluna foi se agravando. Virou uma dor no quadril que por dois anos me limitava demais. Eu sentia muita dor para dormir, sentia muita dor para ficar em pé, para andar.... Na época, se alguém me mostrasse que arrancando a perna eu não sentiria mais aquela dor, eu toparia. Era desesperador! Todo esse desespero me fez entrar em contato com profissionais e pessoas incríveis. Fui me tratando com exercícios, terapias integrativas e análise. Quando se está em movimento a clareza de ideias é muito maior. Fui me dando conta da relação das dores com o momento que estava vivendo. Esse nível de consciência e autoconhecimento já não me permitiam pensar em negócios mirabolantes. Logo, em paralelo aos tratamentos fui me descobrindo PROFESSOR.
UMA VIDA NOVA
A dor tem como função nos colocar em movimento e foi exatamente o que fiz. Cursei uma Pós graduação em PICS (Práticas integrativas complementares em saúde), fiz diversos cursos de movimentos integrados, formação em PNL e por aí vai…...mas, principalmente comecei a dar aulas. Passei a me interessar e entender a dor do outro. Com muito respeito ao momento e as possibilidades de cada aluno me apaixonei por essa profissão. Vi gente com coluna condenada correr provas de 10km, gente com diagnóstico de cirurgia no joelho agachar e andar sem dor. Foram tantos casos de pessoas que superaram suas dores e passaram a viver de forma mais plena que resolvi expandir e compartilhar esse conhecimento com você. Aqui começa a nossa jornada de expansão, minha e sua. Um corpo com milhares de possibilidades de movimento é uma vida com milhares de possibilidades de movimento. Por isso a frase: "Nós chegamos onde o corpo alcança" Assim como muitos me ajudaram, agora é minha vez de colaborar. Conte comigo,
Marcos Bortolato
Fui uma dessas alunas que, sequestrada pela dor, consegui voltar a correr na primeira aula. A sensação é incrível... indescritível... eternamente grata ao professor Marcos...
Acho que estou me identificando com tudo isso! 🤔